Investimentos ligados à economia real ganham espaço em novo ciclo global, avalia especialista da XP

Tendência reflete busca por proteção e maior previsibilidade em meio à inflação, juros elevados e mudanças no equilíbrio econômico mundial

Em um cenário de inflação persistente, juros elevados nas principais economias e mudanças relevantes no equilíbrio global, investidores têm buscado alternativas mais ligadas à economia real, como commodities, mineração e infraestrutura. A avaliação é de Bruno Saraiva, Investor Associate da XP, que esteve em Cuiabá nesta semana para discutir o tema com clientes e apresentar tendências do mercado internacional que impactam o investidor.

Para o especialista, entender o contexto externo é fundamental para a tomada de decisão do investidor brasileiro, especialmente em estados com forte vocação exportadora, como Mato Grosso. Dados da B3 mostram que o número de investidores no estado cresceu 4,16% em 2025, passando de 70.417 para 73.348 pessoas.

“Mato Grosso tem uma economia dinâmica e um número crescente de investidores, o que reforça a importância do acesso a informações de qualidade. Na XP, acreditamos que a educação financeira é um pilar fundamental para a construção de patrimônio. Por isso, promovemos encontros como este, aproximando os clientes das principais discussões que moldam a economia global para que a tomada de decisões possa ser mais consciente e alinhada com os objetivos do investidor a longo prazo”, afirma Gilvania Rufino, líder da XP no estado.

Na avaliação de Saraiva, o ambiente global é marcado pelo alto nível de endividamento das principais economias. O Japão lidera esse ranking, com dívida equivalente a cerca de 250% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos Estados Unidos, esse percentual gira em torno de 125%, enquanto no Brasil está próximo de 79%. Esse cenário contribui para maior volatilidade e reforça a busca por ativos considerados mais resilientes.

Outro fator relevante é a combinação entre aumento do custo de vida, pressões inflacionárias e políticas monetárias mais restritivas. Nesse contexto, a perda de valor relativo de moedas fortes, como o dólar, também entra no radar dos investidores e influencia a alocação global de recursos.

Ao longo das últimas décadas, mudanças estruturais na economia internacional ajudaram a moldar esse ambiente. A entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001, ampliou sua relevância na cadeia produtiva global e fortaleceu a dependência de diversos países em relação ao país asiático. Mais recentemente, têm surgido movimentos de reequilíbrio produtivo, com impacto direto sobre investimentos e comércio internacional.

Diante desse quadro, cresce o interesse por ativos associados à produção e à infraestrutura. Entre os destaques estão ouro e outros minerais, commodities agrícolas, energia e setores ligados à expansão industrial e tecnológica. Também entram nesse radar investimentos em infraestrutura tradicional e em áreas relacionadas à digitalização e à inteligência artificial.

Para o investidor, o principal ponto passa a ser a construção de uma estratégia capaz de atravessar diferentes ciclos econômicos, com atenção especial à proteção contra a inflação e à diversificação internacional.

Sobre a XP – A XP é uma das principais instituições financeiras do Brasil. Criada em 2001, nasceu com o propósito de transformar o mercado para melhorar a vida das pessoas — promovendo educação financeira e democratizando o acesso a investimentos de qualidade. Desde então, o Grupo XP lidera uma disrupção no setor ao construir um ecossistema completo de serviços financeiros, com soluções que vão de investimentos a crédito, seguros e banking, no Brasil e no exterior. Com foco em planejamento financeiro completo para investidores, a companhia investe na excelência em servir o cliente como a principal alavanca de crescimento. Esse compromisso com a qualidade já se reflete em reconhecimentos importantes: a XP foi eleita oito vezes consecutivas a Melhor Assessoria de Investimentos de São Paulo pela premiação “O Melhor de São Paulo”, realizada pela Folha de S. Paulo.

 

Saiba mais em www.xp.com.br