
O preço dos ovos começou a cair em abril, depois de subir mais de 20% em março. A mudança já aparece em mercados de várias regiões do país e indica um novo momento para o produto.
Essa queda acontece porque tem mais ovos disponíveis e a procura diminuiu depois da quaresma, período em que o consumo costuma aumentar. Com menos gente comprando e mais oferta nas prateleiras, os preços começaram a baixar.
Nos principais mercados, a redução já chega perto de 9%. O movimento aponta para um período mais estável e pode ajudar a aliviar o custo de um alimento muito presente no dia a dia.
Por que o preço dos ovos começou a cair agora
A queda tem dois motivos principais: o fim da quaresma e o aumento da produção. Durante a quaresma, muita gente troca outras carnes por ovos, o que faz a procura crescer e os preços subirem.
Quando esse período termina, o consumo volta ao normal. Neste ano, a queda na procura foi ainda mais forte do que o esperado. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a demanda ficou abaixo do que foi registrado nos dois últimos anos.
Ao mesmo tempo, a produção continua alta. Em 2025, o Brasil produziu 4,95 bilhões de dúzias de ovos, um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. Com mais produto disponível, os preços acabam recuando.
Onde os preços já caíram mais
As quedas mais claras aparecem nas regiões que mais produzem ovos.
Em São Paulo, a caixa com 30 ovos brancos ficou até 8,8% mais barata. Os ovos vermelhos também caíram, com redução de 7,5%. Em Bastos, cidade conhecida pela produção, a queda chega perto de 10%.
Minas Gerais segue o mesmo caminho. Os ovos brancos tiveram queda de 7%, enquanto os vermelhos passaram de 8%.
Em outras regiões, a redução ainda é menor, muitas vezes abaixo de 1%. Mesmo assim, já dá para perceber um movimento de queda acontecendo em todo o país.
Preço dos ovos deve continuar caindo?
A tendência, por enquanto, é de continuidade dessa queda. A avaliação do Cepea é de que, se continuar tendo mais ovos do que o consumo consegue absorver, os preços devem seguir mais baixos.
O consumo no Brasil é alto, com média de 288 ovos por pessoa ao ano. Ainda assim, pode não acompanhar o ritmo atual de produção.
Esse equilíbrio entre quanto se produz e quanto se consome vai definir os próximos passos. Se nada mudar muito, os preços podem continuar recuando nos próximos meses.
O que isso muda na prática para o consumidor
Na prática, o cenário fica mais favorável para a compra. O ovo deve continuar sendo uma das opções mais acessíveis entre as proteínas.
Isso ajuda a aliviar o orçamento e facilita na hora de montar as compras da semana. Em locais onde a queda já foi maior, a diferença no preço já começa a aparecer.
Mesmo assim, o mercado pode mudar. Se a procura aumentar ou a produção cair, os preços podem parar de cair. Por agora, o movimento é claro: depois de um período de alta, o ovo entra em uma fase mais acessível.