
Quando o assunto é vacinação, a maioria das pessoas pensa imediatamente na infância. Mas a verdade é que a imunização é um cuidado que deve acompanhar o indivíduo ao longo de toda a vida. Há vacinas que precisam ser tomadas na adolescência, na vida adulta e na terceira idade.
Neste mês em que se celebra o Dia Nacional da Imunização (9 de junho), uma pesquisa realizada pelo Instituto Idea em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que quase 30% dos brasileiros não aderem plenamente às campanhas de vacinação. O levantamento revelou ainda que 9,9% afirmam não se vacinar e outros 9,2% abandonaram a imunização durante a pandemia de covid-19.
“O brasileiro costuma associar a vacina apenas à infância. Mas existem imunizantes importantes para adolescentes, adultos, gestantes e idosos. Muitas pessoas acreditam estar protegidas, quando na verdade possuem vacinas atrasadas ou sequer sabem que determinadas doses são recomendadas para sua faixa etária”, afirma o médico André Luiz Silva, fundador da Previmune, rede especializada em vacinação.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é uma das estratégias mais eficazes para prevenir doenças, reduzir internações e evitar mortes causadas por enfermidades infecciosas.
Vacinação não termina na infância
O Calendário Nacional de Vacinação contempla recomendações específicas para cada fase da vida.
Na adolescência, por exemplo, ganham destaque vacinas contra HPV, meningite meningocócica ACWY, Meningocócica B e dengue. Já os adultos precisam manter atualizadas vacinas como hepatite B, tríplice viral, febre amarela e dupla adulto, que protege contra difteria e tétano.
Entre os idosos, a atenção deve ser redobrada para imunizantes capazes de prevenir complicações graves causadas por doenças respiratórias, como gripe, covid-19 e infecções pneumocócicas. Silva recomenda para essa faixa etária também a VSR (Vírus sincicial respiratório causador da bronquiolite).
A gestação também exige cuidados específicos. Além de proteger a mãe, vacinas recomendadas durante a gravidez ajudam a transferir anticorpos para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida. Silva afirma que a gestante deve atualizar a vacinação contra difteria, tétano e coqueluche; a gripe- influenza, hepatite B e VSR (Vírus sincicial respiratório causador da bronquiolite), além de outras recomendações em situações especiais.
O site do Ministério da Saúde traz o calendário por faixa etária, bem como o site da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) traz as vacinas recomendadas.
“A atualização da caderneta vacinal deveria fazer parte da rotina de cuidados com a saúde, assim como exames preventivos e consultas médicas. Muitas vezes a pessoa descobre que está com vacinas atrasadas apenas quando precisa viajar, engravida ou passa a conviver com algum fator de risco”, afirma Silva.
Sobre a Previmune
A Previmune é uma rede especializada em vacinação e prevenção, com foco na promoção da saúde por meio da imunização em todas as fases da vida. Recentemente, a empresa passou a integrar o grupo FarMelhor, ampliando sua presença e sua capacidade de levar serviços de vacinação para um número ainda maior de brasileiros.