
Uma viagem para o exterior não precisa necessariamente ser realizada por meio aéreo. Muitos brasileiros já utilizam o transporte rodoviário para concluir ao final do planejamento uma economia considerável. Rotas consolidadas na América do Sul tornam possível sair do Brasil de ônibus e vivenciar experiências para o viajante que valoriza o percurso, bem como o destino.
Há diversas fronteiras com o Brasil, facilitando a existência de rotas terrestres. Os destinos mais acessíveis, como Argentina, Paraguai e Uruguai, possuem saídas frequentes, principalmente das cidades de São Paulo, Foz do Iguaçu e Porto Alegre.
Podemos citar linhas que conectam São Paulo a Buenos Aires, Porto Alegre a Montevideo e Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Há também trajetos mais longos, como viagens ao Chile e à Bolívia. Esses caminhos oferecem uma experiência diferenciada ao viajante, conhecendo paisagens, cidades históricas, cultura, e ampliando o roteiro de forma mais acessível.
Organização da viagem e compra de passagens
Planejar com antecedência é fundamental. A comparação de preços, horários e rotas pode impactar diretamente o custo e a duração do trajeto. Utilizar um site para comprar passagem de ônibus facilita o processo, permitindo comparar diferentes opções sem a necessidade de se deslocar a alguma agência rodoviária, evitando filas e otimizando o tempo.
Alguns cuidados são necessários para que a viagem não tenha imprevistos. Estar atento à documentação exigida no país de destino se faz importante. Dentro do Mercosul, brasileiros podem utilizar o RG, desde que esteja em bom estado e dentro da validade, ou o passaporte, também dentro da validade.
Os principais destinos rodoviários, como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai, fazem parte do acordo do Mercosul, facilitando a entrada.
Documento digital ou físico?
No Brasil, hoje em dia, é comum o brasileiro não levar na bolsa ou na carteira o documento físico, pois o formato digital é aceito em muitos estabelecimentos, porém o documento físico é obrigatório para cruzar as fronteiras, já que a versão digital não é aceita em todos os países.
O ideal é levar o documento original físico, uma cópia impressa e, se possível, autenticada, além da versão digital, caso haja algum imprevisto. Dependendo do destino, também pode ser necessário levar:
* comprovante de vacinação, como, por exemplo, o de febre amarela, exigido em alguns países;
* autorização de viagem para menores de idade, nos casos em que o menor esteja apenas com o pai ou a mãe ou desacompanhado;
* seguro de viagem, não sendo obrigatório em alguns países, mas recomendado, pois imprevistos acontecem e ter o seguro contratado torna a viagem mais tranquila;
* comprovante de hospedagem para apresentar na imigração;
* passagem de retorno, pois pode ser solicitada também na imigração.
Levantamento do Ministério do Turismo mostra que o transporte rodoviário cresce continuamente no Brasil. Em 2025, registrou aumento de 45% em relação ao ano anterior, refletindo maior demanda por deslocamentos acessíveis e flexíveis.
As viagens internacionais registraram uma expansão bem evidente. Em 2025, houve crescimento de 19,6%, somando 10,5 milhões de viajantes. O ônibus se destaca como alternativa viável ao transporte aéreo, especialmente entre trajetos fronteiriços.
Os países mais acessíveis por ônibus, a partir do Brasil, registraram números de passageiros consideráveis: Argentina, com 4,3 milhões; Chile, com 3,1 milhões; Colômbia, com 873 mil; Peru, com 820 mil; e Uruguai, com 663 mil. Argentina e Chile representam mais de 70% do fluxo internacional, evidenciando a preferência por destinos próximos e com boa infraestrutura de transporte terrestre.
O transporte rodoviário internacional tende a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos com o aumento de turistas entre países vizinhos e a busca por viagens mais flexíveis, conectadas ao território e com maior proveito do trajeto, conhecendo no caminho paisagens e regiões para agregar conhecimento à viagem.