Presença da natureza nas cidades ganha importância em meio à rotina cada vez mais urbana

No mês em que se celebra o Dia da Árvore, paisagismo reforça o papel das áreas verdes na qualidade dos espaços e na relação das pessoas com o ambiente

Em cidades cada vez mais adensadas, a presença de árvores, jardins e áreas verdes ganha importância não apenas pela paisagem que proporciona, mas também pela relação que ajuda a criar entre as pessoas e os espaços onde vivem. Em setembro, mês marcado pelas celebrações ao Dia da Árvore, o tema volta a chamar atenção para o papel da natureza no cotidiano urbano.

A vegetação ajuda a suavizar a presença do concreto, cria áreas mais acolhedoras e contribui para que espaços externos sejam efetivamente utilizados. Por isso, o paisagismo vem deixando de ser tratado apenas como acabamento ou elemento ornamental. Cada vez mais, ele participa desde as etapas iniciais de concepção dos projetos, integrado à arquitetura e ao planejamento dos espaços.

Para a arquiteta Bia Abreu, essa integração deve ocorrer de forma natural entre os ambientes internos e externos. Responsável por toda a concepção das áreas externas do Reserva Arbo, empreendimento da Plaenge em Cuiabá, incluindo o paisagismo, as piscinas e o pet place, ela explica que a intenção na hora de elaborar esses espaços é justamente criar essa ligação.

Citando como exemplo o Reserva Arbo, ela conta que o paisagismo ali partiu da premissa de ampliar a relação entre arquitetura e natureza, dando continuidade aos ambientes internos. “O jardim foi projetado de forma a se tornar interessante inclusive quando visto de cima”, afirma.

“Os espaços externos foram desenhados para estimular convivência e permanência, com usos integrados que se conectam de forma orgânica em uma composição que valoriza o cotidiano e aproxima os moradores”, acrescenta Bia.

Para o superintendente regional da Plaenge Cuiabá, Diogo Marchioto, incorporar a natureza aos projetos também responde a uma mudança na forma como as pessoas se relacionam com a moradia. “Hoje, existe uma valorização maior de espaços que proporcionem bem-estar e contato com a natureza. Quando o paisagismo é pensado de forma integrada à arquitetura, ele deixa de ser apenas um elemento visual e passa a fazer parte da experiência cotidiana de quem vive naquele ambiente”, argumenta.

Em um cenário de crescimento urbano, essa aproximação entre arquitetura e natureza ganha ainda mais relevância. Além de preencher espaços, o paisagismo ajuda a criar ambientes mais agradáveis, convidativos e conectados ao cotidiano.