Cesta básica em Cuiabá tem menor preço do ano, mas alta acumulada ainda preocupa

Levantamento da Fecomércio-MT mostra que agosto fechou com queda nos preços de alimentos como batata, açúcar e tomate, mas cenário anual segue com alta de mais de 7%

O Info Verus analisou o balanço mais recente da Fecomércio-MT e mostra que agosto trouxe um certo alívio para o bolso do cuiabano. A cesta básica, composta por 13 itens essenciais, fechou o mês com valor médio de R$ 790,77 — o menor registrado em 2025 até agora. A queda foi de 1,06% em relação a julho.

Mas, apesar do respiro, os números revelam uma realidade menos animadora quando se olha o acumulado do ano: em comparação a agosto de 2024, o custo da cesta ainda está 7,35% mais caro. O dado reforça que o impacto da inflação segue pesando na mesa das famílias.

O que puxou a queda

Entre os produtos que mais contribuíram para a redução estão a batata (-12,67%), o açúcar (-12,28%) e o tomate (-10,71%). Especialistas explicam que esse movimento reflete a sazonalidade agrícola: com a retomada da colheita e aumento da oferta no mercado, os preços tendem a cair.

A batata, por exemplo, passou semanas em alta, mas voltou a custar cerca de R$ 3,51 o quilo. O açúcar caiu para R$ 2,53/kg, puxado pelo pico da safra de cana-de-açúcar. Já o tomate, favorecido pelo clima e maior produtividade, fechou em R$ 6,48/kg.

Um alívio momentâneo

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, a queda é positiva, mas precisa ser vista com cautela.

“É um respiro importante para as famílias. No entanto, o fato de o preço seguir acima do registrado no mesmo período do ano passado mostra que o poder de compra ainda está comprometido.”

Inflação que ainda pesa

Mesmo com quedas pontuais, o custo da alimentação em Cuiabá segue pressionado. O arroz, por exemplo, acumula alta de 42,72% no comparativo anual. Isso mostra que, embora a cesta tenha apresentado o menor valor do ano, o desafio de equilibrar renda e alimentação segue presente.

Com Info Verus