Engenheiro florestal ganha prêmio e destina valor para o plantio de 1 milhão de árvores na Mata Atlântica

Graças ao engenheiro florestal Laury Cullen Junior, mais de 1 milhão de árvores serão plantadas na Mata Atlântica do Oeste Paulista, em uma área que se estende por 500 hectares. Segundo o Instituto de Pesquisas Ecológicas, que atua há mais de 28 anos pela conservação da biodiversidade, em 2 anos o total de árvores nativas plantadas na região vai ultrapassar 4 milhões.

Laury vem dedicando sua profissão para restaurar uma das áreas mais degradadas da Mata Atlântica do Brasil, o Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Ganhador do Prêmio Whitley Continuation Funding 2020, considerado o Oscar da Conservação da Biodiversidade, o dinheiro que ele ganhará com o prêmio será destinado ao plantio.

O prêmio costuma ser destinado a conservacionistas do mundo todo pela inglesa Whitley Fund for Nature (WFN), e este ano foi dividido entre 13 pessoas. Apelidado de Corredores para a Vida, o projeto de Laury será um passo importante rumo à conservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais importantes do Brasil.

“Este é mais um grande passo importante na missão de reconectar a floresta do Pontal do Paranapanema. Temos trabalhado nisso ao longo de mais de 25 anos e, com certeza, daremos um grande salto graças ao fundo do Whitley. É um prêmio para nós, mas acima de tudo, para a Mata Atlântica”, comemorou.

Coordenador da iniciativa, seu projeto tem o objetivo de reconectar as florestas fragmentadas na região por meio de corredores verdes. Segundo ele, estes corredores são essenciais para a conservação de espécies raras e endêmicas, como o mico-leão-preto, por exemplo.

No entanto, não são apenas os animais que saem ganhando. São muitos os benefícios deste plantio, como a compensação de 43.000 toneladas de carbono e a oportunidades de trabalho em restauração para comunidades locais. “A restauração no Oeste Paulista é o caminho mais interessante para o desenvolvimento e a economia local. O déficit florestal na região é de quase 60 mil de hectares. Nossa meta é restaurar 5 mil hectares em cinco anos”, explica o engenheiro.

Fruto de uma parceria entre os setores governamental, privado e não governamental, os corredores de Mata Atlântica é uma estratégia eficaz contra o desmatamento e a favor das espécies. A sustentabilidade não é um caminho, mas sim a única saída!

 

 

Fonte: Ciclo Vivo